Jóia Divina
Esta força, esta energia,
Que está sempre a nos guiar,
De dia ou de noite sem se cansar.
Este raio de sol que penetrou em nossa vida,
E nos aquece o coração, nos impulsiona sempre ao bem fazer e a tudo melhorar.
Que de nossa estrada, pedras e espinhos está a tirar,
E flores tenta plantar.
É você mamãe querida.
Luz de nossa vida, jóia divina,
Que está sempre a brilhar.
Tua imagem querida em nosso coração, eternamente ficará.
Laura Gondro Vidolin (02 de novembro de 1983)
Minhas Mãos
Minhas mãos não são bonitas
Porém gosto muito delas,
E fico sempre a pensar,
Como podem certas pessoas tão mal as usar.
Elas são benditas em tudo o que fazem.
Elas nos lavam, nos vestem, nos alimentam e nos embelezam.
A todos os instantes do dia, elas são incansáveis.
Eu agradeço muito a tudo quanto elas
Já fizeram e fazem.
Desde pequenas lavaram, cozinharam, limparam,
Toda sorte de trabalhos elas já provaram.
Fazem carícias, embalam crianças,
Plantam hortaliças, colhem flores.
Apertam com carinho e amizade outras mãos,
E amassam o pão de cada dia.
Ainda costuram um pouco, fazem tricô,
Bordam o pano e para variar,
Às vezes um crochezinho.
Cuidam de doentes e fecharam os olhos de muitos no olhar derradeiro,
Dentre eles, o da própria mãezinha,
Com todo o amor que elas têm.
Trabalham desde manhãzinha até tarde da noite,
Mas não esquecem à tardinha de se juntar,
E agradecer pedindo ao Ser Maior,
Benção e paz a toda humanidade.
Laura Gondro Vidolin (04 de novembro de 1983)
Blog elaborado com o propósito de inspirar soluções diferentes, criativas e que compreendam (ou que ao menos tentem compreender) os dramas que estão por trás dos processos judiciais.
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5 de novembro de 2011
2 de novembro de 2011
Bisas: Noninha Adelaide Pissaia
Hoje vou fugir um pouquinho da temática do blog.
Acordei e lembrei de poesias feitas pela minha família
e então tive vontade de compartilhar agora aquelas
que falam sobre as minhas bisavós.
No início da década de 80 a minha querida avozinha fez
várias poesias. Por volta do ano de 2008 a minha mãe
as digitou e o meu tio criou um blog onde as postou.
Ainda as estou lendo. Dentre várias poesias lindas,
já encontrei três que falam sobre a noninha Adelaide.
Adelaide
Nome que soa como um bálsamo aos meus ouvidos.
Pequena, olhos azuis da cor do céu
De um dia ensolarado de primavera, cheio de perfume e cores.
Como eu gostaria que o tempo voltasse atrás para poder revê-la
E sentir sobre mim o teu olhar meigo e profundamente misterioso.
O tempo não volta, mas fica a marca das coisas boas e importantes em nossa vida
Como é a lembrança que tenho da tua bondade.
Os momentos de dor, tristeza e desamparo
Ao teu lado foram menos doídos,
Mais suportáveis e aconchegantes.
Minha lembrança, amor e gratidão eternos a você,
Adelaide.
Laura Gondro Vidolin
Caridade
Quando criança me admirava de minha mãezinha!
Como podia, pensava eu,
Tão pobre ser e alegre viver?
Já bem cedo eu escutava
Que com o sabiá falava e o rádio ligava,
A todos com um sorriso tratava.
Nunca vi alguém que à casa chegasse
E ao menos um pequeno agrado
Em suas mãos não levasse.
E eu assim pensava,
Eram eles que deveriam trazer algo para nos oferecer,
Pois éramos pobres, nem sapatos eu podia ter.
Por que tantos aqui vêm em procura de algo
E não trazem nem um vintém?
E ela alegre vivia,
Sempre a dedicar-se a alguém.
Agora é que compreendo o porquê de sua felicidade e alegria,
Porque ela era rica, mas rica de verdade.
Daquela riqueza que só traz felicidade,
Pois ela é a caridade.
Laura Gondro Vidolin (31 de outubro de 1983)
Emoção
Mãezinha,
À minha lembrança vem
Quando pela primeira vez,
Singela homenagem te ofertei.
Eram pratos e xícaras,
Comprados com as economias do meu trabalho,
Para a tua pobre e escassa cozinha.
Ainda me vem à lembrança a tua emoção,
Quando em tuas mãos depositei
O meu agrado com todo o carinho.
Vendo os teus olhos marejados de lágrimas,
Eu também quase chorei.
Meu pensamento muitas vezes vaga ao passado
Buscando nas suas lembranças,
As pequenas emoções por que passei.
Laura Gondro Vidolin (28 de outubro de 1983)
Acordei e lembrei de poesias feitas pela minha família
e então tive vontade de compartilhar agora aquelas
que falam sobre as minhas bisavós.
No início da década de 80 a minha querida avozinha fez
várias poesias. Por volta do ano de 2008 a minha mãe
as digitou e o meu tio criou um blog onde as postou.
Ainda as estou lendo. Dentre várias poesias lindas,
já encontrei três que falam sobre a noninha Adelaide.
Adelaide
Nome que soa como um bálsamo aos meus ouvidos.
Pequena, olhos azuis da cor do céu
De um dia ensolarado de primavera, cheio de perfume e cores.
Como eu gostaria que o tempo voltasse atrás para poder revê-la
E sentir sobre mim o teu olhar meigo e profundamente misterioso.
O tempo não volta, mas fica a marca das coisas boas e importantes em nossa vida
Como é a lembrança que tenho da tua bondade.
Os momentos de dor, tristeza e desamparo
Ao teu lado foram menos doídos,
Mais suportáveis e aconchegantes.
Minha lembrança, amor e gratidão eternos a você,
Adelaide.
Laura Gondro Vidolin
Caridade
Quando criança me admirava de minha mãezinha!
Como podia, pensava eu,
Tão pobre ser e alegre viver?
Já bem cedo eu escutava
Que com o sabiá falava e o rádio ligava,
A todos com um sorriso tratava.
Nunca vi alguém que à casa chegasse
E ao menos um pequeno agrado
Em suas mãos não levasse.
E eu assim pensava,
Eram eles que deveriam trazer algo para nos oferecer,
Pois éramos pobres, nem sapatos eu podia ter.
Por que tantos aqui vêm em procura de algo
E não trazem nem um vintém?
E ela alegre vivia,
Sempre a dedicar-se a alguém.
Agora é que compreendo o porquê de sua felicidade e alegria,
Porque ela era rica, mas rica de verdade.
Daquela riqueza que só traz felicidade,
Pois ela é a caridade.
Laura Gondro Vidolin (31 de outubro de 1983)
Emoção
Mãezinha,
À minha lembrança vem
Quando pela primeira vez,
Singela homenagem te ofertei.
Eram pratos e xícaras,
Comprados com as economias do meu trabalho,
Para a tua pobre e escassa cozinha.
Ainda me vem à lembrança a tua emoção,
Quando em tuas mãos depositei
O meu agrado com todo o carinho.
Vendo os teus olhos marejados de lágrimas,
Eu também quase chorei.
Meu pensamento muitas vezes vaga ao passado
Buscando nas suas lembranças,
As pequenas emoções por que passei.
Laura Gondro Vidolin (28 de outubro de 1983)
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