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17 de janeiro de 2012

Retirando o véu que esconde a verdade

Texto elaborado pelo Juiz Fernando Henrique Pinto e que desmascara a visão torpe e turva de alguns setores da imprensa.



"Senhores(as),
Por conta do desvio de algumas dezenas de magistrados, num universo de quase 15 mil, instalou-se em alguns setores da imprensa brasileira uma campanha difamatória contra o Poder Judiciário, campanha que, há muito desvinculada da ética e da imparcialidade, publica mentiras e meias verdades, muitas delas de fácil aferição, e omite pontos fundamentais que deveriam constar de reportagens.
A magistratura brasileira – a esmagadora maioria composta de juízes de primeira instância concursados - está atônita e muito preocupada com essa campanha difamatória, pelo abalo (já constatável) que a mesma está causando na credibilidade e respeito ao Poder Judiciário, com risco, em última análise, ao Estrado Organizado de Direito e à própria Democracia.
O mais recente exemplo dessa situação é o quadro apresentado na página A12 da edição de 15/01/2012 da Folha de São Paulo, na tentativa de incutir no leitor o quanto supostamente seria mais vantajoso ser servidor público ou agente político, em vez de trabalhar na iniciativa privada. 

23 de outubro de 2011

Campanha de Valorização dos Juízes


"Já viu alguém ser condenado antes de qualquer julgamento?
Infelizmente, é o que tem acontecido com os juízes no Brasil.
 
Para se tornar juiz, uma pessoa passa por um longo período de preparação. São muitas noites e muitos dias de estudo, incluindo concurso entre 6 mil candidatos. Passada essa etapa e sendo aprovado, passa a viver o dia a dia de um juiz brasileiro, que, ao contrário do que muita gente pensa, não tem nada de confortável: são muitas horas de trabalho diário, à noite, nos fins de semana e feriados, assoberbado por montanhas de papéis e responsabilidades. Engana-se, porém, quem pensa que isso é motivo para diminuir o entusiasmo e a dedicação desses profissionais. Para um juiz, seu trabalho é quase uma missão. Porque eles sabem que, em última análise, é dos juízes que depende a defesa da dignidade e dos direitos de mulheres, das crianças, minorias e de milhares de outras pessoas que, sem o trabalho dele, não teriam com quem contar. Diante da riqueza, do poder, das pressões, um juiz se mantém imparcial. Diante de criminosos, traficantes, um juiz não tem medo de mostrar a cara. Mas se agem e trabalham para reparar injustiças, os juízes brasileiros também sofrem e são vítimas delas. Pois não há outra forma de conbater uma tendência que, das mais diversas formas, tenta culpar os juízes pelas falhas e pela morosidade dos julgamentos. É contra isso que a magistratura se levanta. Para valorizar o juiz e levá-lo ao lugar que sempre foi dele: o de um profissional que luta pela dignidade e pelos direitos de toda a sociedade. E que, pela relevância do seu trabalho e pela dimensão da sua dedicação, merece respeito.
 
Juiz. Uma profissão.
Uma vocação. Uma paixão."