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7 de novembro de 2011

O dia em que fui mencionado em uma poesia...

Sonhava eu em mocinha
Ter uma grande Família.

Muitos filhos, muitos netos
A me paparicar bem de perto.

Mas tive a felicidade se não de ter grande,
Ter bela Família.

São cinco ao todo.

Dois rapazes e três meninas.

Todos me trouxeram felicidade.

A Rosana Maria que primeiro chegou,
Casou com o Ayrton, e deles nasceu um lindo menino
Que muito nos alegrou.

O Alcione Jorge que segundo chegou,
Com a Margarete casou e deles veio uma linda menina
Que nos conquistou.

A Rozeane Maria que terceiro chegou, casou com o Anselmo e deles também, veio linda menina que nos iluminou.

O Alcimar José que quarto chegou,
Ainda vai demorar para companheira achar,
Pois tem que crescer para o amor conhecer.

Ainda tem a Rosele Maria que quinta chegou,
É uma bela menina que também tem que esperar,
Para o amor achar.

E assim feliz estou,
Pois em minha velhice no meio de todos,
Certeza eu tenho de muito AMOR.
Laura Gondro Vidolin (31 de outubro de 1983).

5 de novembro de 2011

Mais da Noninha Adelaide

Jóia Divina

Esta força, esta energia,
Que está sempre a nos guiar,
De dia ou de noite sem se cansar.

Este raio de sol que penetrou em nossa vida,
E nos aquece o coração, nos impulsiona sempre ao bem fazer e a tudo melhorar.

Que de nossa estrada, pedras e espinhos está a tirar,
E flores tenta plantar.

É você mamãe querida.

Luz de nossa vida, jóia divina,
Que está sempre a brilhar.

Tua imagem querida em nosso coração, eternamente ficará.

Laura Gondro Vidolin (02 de novembro de 1983)


Minhas Mãos

Minhas mãos não são bonitas
Porém gosto muito delas,
E fico sempre a pensar,
Como podem certas pessoas tão mal as usar.

Elas são benditas em tudo o que fazem.

Elas nos lavam, nos vestem, nos alimentam e nos embelezam.

A todos os instantes do dia, elas são incansáveis.

Eu agradeço muito a tudo quanto elas
Já fizeram e fazem.

Desde pequenas lavaram, cozinharam, limparam,
Toda sorte de trabalhos elas já provaram.

Fazem carícias, embalam crianças,
Plantam hortaliças, colhem flores.

Apertam com carinho e amizade outras mãos,
E amassam o pão de cada dia.

Ainda costuram um pouco, fazem tricô,
Bordam o pano e para variar,
Às vezes um crochezinho.

Cuidam de doentes e fecharam os olhos de muitos no olhar derradeiro,
Dentre eles, o da própria mãezinha,
Com todo o amor que elas têm.

Trabalham desde manhãzinha até tarde da noite,
Mas não esquecem à tardinha de se juntar,
E agradecer pedindo ao Ser Maior,
Benção e paz a toda humanidade.

Laura Gondro Vidolin (04 de novembro de 1983)

2 de novembro de 2011

Bisas: Noninha Adelaide Pissaia

Hoje vou fugir um pouquinho da temática do blog.
Acordei e lembrei de poesias feitas pela minha família
e então tive vontade de compartilhar agora aquelas
que falam sobre as minhas bisavós.

No início da década de 80 a minha querida avozinha fez
várias poesias. Por volta do ano de 2008 a minha mãe
as digitou e o meu tio criou um blog onde as postou.
Ainda as estou lendo. Dentre várias poesias lindas,
já encontrei três que falam sobre a noninha Adelaide.


Adelaide

Nome que soa como um bálsamo aos meus ouvidos.

Pequena, olhos azuis da cor do céu
De um dia ensolarado de primavera, cheio de perfume e cores.

Como eu gostaria que o tempo voltasse atrás para poder revê-la
E sentir sobre mim o teu olhar meigo e profundamente misterioso.

O tempo não volta, mas fica a marca das coisas boas e importantes em nossa vida
Como é a lembrança que tenho da tua bondade.

Os momentos de dor, tristeza e desamparo
Ao teu lado foram menos doídos,
Mais suportáveis e aconchegantes.

Minha lembrança, amor e gratidão eternos a você,
Adelaide. 

Laura Gondro Vidolin
 

Caridade

Quando criança me admirava de minha mãezinha!

Como podia, pensava eu,
Tão pobre ser e alegre viver?

Já bem cedo eu escutava
Que com o sabiá falava e o rádio ligava,
A todos com um sorriso tratava.

Nunca vi alguém que à casa chegasse
E ao menos um pequeno agrado
Em suas mãos não levasse.

E eu assim pensava,
Eram eles que deveriam trazer algo para nos oferecer,
Pois éramos pobres, nem sapatos eu podia ter.

Por que tantos aqui vêm em procura de algo
E não trazem nem um vintém?

E ela alegre vivia,
Sempre a dedicar-se a alguém.

Agora é que compreendo o porquê de sua felicidade e alegria,
Porque ela era rica, mas rica de verdade.

Daquela riqueza que só traz felicidade,
Pois ela é a caridade.


Laura Gondro Vidolin (31 de outubro de 1983)



Emoção

Mãezinha,
À minha lembrança vem
Quando pela primeira vez,
Singela homenagem te ofertei.

Eram pratos e xícaras,
Comprados com as economias do meu trabalho,
Para a tua pobre e escassa cozinha.

Ainda me vem à lembrança a tua emoção,
Quando em tuas mãos depositei
O meu agrado com todo o carinho.

Vendo os teus olhos marejados de lágrimas,
Eu também quase chorei.

Meu pensamento muitas vezes vaga ao passado
Buscando nas suas lembranças,
As pequenas emoções por que passei.

Laura Gondro Vidolin (28 de outubro de 1983)

Bisas: Nona Vidolin

A poesia a seguir foi uma homenagem da
minha mãe para a nona Vidolin.

A história dessa poesia é que ela foi feita
depois que a nona foi para a morada superior.
Mais precisamente, quando a minha mãe terminou
de digitar as poesias que a nona havia deixado em
um caderno.

NONA VIDOLIN

Nona agora é minha vez
Junto com você quero rimar aprender
Meu coração transborda
De tanto agradecer.

Obrigada pelo exemplo
Força e não esmorecer
Altiva e orgulhosa
Na pobreza e simplicidade
Viu teus filhos florescer.

Com marido rude e labuta árdua
Mais tarde viúva e solitária
Você não se quedou.

O Grupo Rocinha
Você muito orgulhou
Com seus versinhos e rimas
Amizades conquistou.

De onde você estiver
Feliz te quero ver
Junto com a mãezinha amada
A todos proteger...


Rosana Maria Vidolin Marques (Julho de 2011)