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30 de janeiro de 2012

Como estão deixando a magistratura

Seria coincidência que tudo isso começou a acontecer justamente
quando se está aproximando o julgamento do Mensalão!?

Foi só começar a chegar perto o julgamento que surgiu a campanha difamatória dos
juízes na mídia e o congelamento (na verdade é até um  encolhimento, pois os valores foram
corroídos pela inflação e o poder real de compra se reduziu) dos vencimentos dos servidores do
Poder Judiciário e subsídios dos juízes. 

Querem sufocar o Poder Judiciário no grito e pelo bolso.

Ayrton Vidolin Marques Júnior


Com nova vênia do Chico

"Por todo que é do povo,

Do mangue e do cais do porto

Ele era respeitado.

A sua lida é dos errantes,

Dos cegos, dos retirantes.

É de quem não tem mais nada.

Dedica-se assim desde menino

Da escola a academia,

10 de janeiro de 2012

Juízes que fazem a diferença

Merece ampla divulgação. Transformação social.

Muita gente não sabe, mas pelo Brasil existem centenas (senão milhares) de juízes, promotores de justiça, defensores públicos, advogados, procuradores, policiais e servidores que procuram melhorar ao menos um pouquinho o mundo à sua volta. 

São pessoas assim que orgulham a Justiça. Elas vão muito além das suas "obrigações" profissionais, procurando agir como verdadeiros agentes de modificação (para melhor) social.

A notícia a seguir (divulgada inicialmente na intranet do TJSP) muito me alegrou e rendeu novas perspectivas de possibilidades a serem implementadas. Coisas assim é que precisam ser difundidas e abraçadas. A Justiça tem muitas pessoas excelentes, mas como notícia alegre não vende jornal, elas seguem praticamente anônimas, buscando diariamente cumprir a sua própria missão neste plano material. 

Confesso que a notícia a seguir foi motivo de grande orgulho. Tanto por contar ações positivas de juízes que são meus colegas no desempenho da árdua magistratura estadual bandeirante, como porque dentre eles está o meu querido amigo Diego Bocuhy Bonilha.

Leia e surpreenda-se:



Tribunal de Justiça de São Paulo também cuida de projetos de inclusão social
02/01/2012*


Muitos outros projetos poderiam compor esta página. Na
impossibilidade de falar sobre todos, este espaço se destina a mostrar
somente alguns. Mas todos os projetos que buscam inclusão social
merecem os nossos aplausos

O Tribunal de Justiça de São Paulo se destaca não só pela
quantidade de processos e importância das decisões, Destaca-se,
também, pela da capacitação de magistrados e servidores. No TJSP há
vários especialistas de diversos ramos do Direito, respeitados no
âmbito nacional e internacional. Do TJSP saem muitas ideias e
iniciativas pioneiras, merecedoras de se destaque, como se diz no
interior, são de se “tirar o chapéu”.

Neste espaço, encerrando o ano e abrindo o que se inicia,
vamos falar de algumas de iniciativas e atividades voltadas ao social,
ou inclusão social, que são exercidas pelos integrantes da família
forense paulista e que, muitas vezes, nem são de conhecimento público.

Muitos outros exemplos poderiam estar aqui registrados, mas como o
tempo é exíguo e as possibilidades não se encerram neste texto, em
outra ocasião podem vir à tona mais e mais atitudes que se transformam
em iniciativas em prol do cidadão - necessitado ou não dos préstimos
da Justiça paulista.

5 de janeiro de 2012

Olhar atento: brilhante!

Hoje transcrevo um excelente esclarecimento sobre a realidade do funcionamento da Justiça e sobre as errôneas impressões do público. 

Foi escrito por Sebastião Fabiano Pinto Marques e originalmente postado como comentário no blog "Diário de Um Juiz". 





"Não concordo com a opinião de que 'magistrados protegem magistrados' e de que o Poder Judiciário é uma caixa preta marcada por lentidão e burocracia. Isso é fruto de ingenuidade e de uma má compreensão desse Poder no Brasil.
.
Os processos demoram? Sim. As corregedorias estaduais são lentas? Sim. Mas ninguém pergunta o porquê.
.
Primeiro: juízes não criam o Direito. Eles o aplicam conforme ele está nas normas. Se a norma torna o processo mais lento, o cidadão precisa entender que isso não se deve só ao Juiz, mas principalmente a quem faz a Lei que o Juiz é obrigado a seguir. No caso, o Congresso Nacional e o Presidente da República. Portanto, o cidadão deve cobrar deles que façam uma lei melhor. Além disso, lembro: se o Juiz tentar ser 'alternativo' e não aplicar a lei, os atos praticados serão eivados de nulidade… Ou seja: ou o Juiz aplica a lei (mesmo que seja ruim) ou outro juiz aplicará a lei no lugar dele. Não há escolha.

23 de outubro de 2011

Campanha de Valorização dos Juízes


"Já viu alguém ser condenado antes de qualquer julgamento?
Infelizmente, é o que tem acontecido com os juízes no Brasil.
 
Para se tornar juiz, uma pessoa passa por um longo período de preparação. São muitas noites e muitos dias de estudo, incluindo concurso entre 6 mil candidatos. Passada essa etapa e sendo aprovado, passa a viver o dia a dia de um juiz brasileiro, que, ao contrário do que muita gente pensa, não tem nada de confortável: são muitas horas de trabalho diário, à noite, nos fins de semana e feriados, assoberbado por montanhas de papéis e responsabilidades. Engana-se, porém, quem pensa que isso é motivo para diminuir o entusiasmo e a dedicação desses profissionais. Para um juiz, seu trabalho é quase uma missão. Porque eles sabem que, em última análise, é dos juízes que depende a defesa da dignidade e dos direitos de mulheres, das crianças, minorias e de milhares de outras pessoas que, sem o trabalho dele, não teriam com quem contar. Diante da riqueza, do poder, das pressões, um juiz se mantém imparcial. Diante de criminosos, traficantes, um juiz não tem medo de mostrar a cara. Mas se agem e trabalham para reparar injustiças, os juízes brasileiros também sofrem e são vítimas delas. Pois não há outra forma de conbater uma tendência que, das mais diversas formas, tenta culpar os juízes pelas falhas e pela morosidade dos julgamentos. É contra isso que a magistratura se levanta. Para valorizar o juiz e levá-lo ao lugar que sempre foi dele: o de um profissional que luta pela dignidade e pelos direitos de toda a sociedade. E que, pela relevância do seu trabalho e pela dimensão da sua dedicação, merece respeito.
 
Juiz. Uma profissão.
Uma vocação. Uma paixão."